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Quarta-feira, 21 / 11 / 12

Como a escola deve falar de sexo?

Os pesquisadores afirmam que os jovens na fase dos primeiros namoros devem receber orientações sobre sexo sem mitos nem preconceitos

Falar de sexo com crianças e adolescentes é papel dos pais, certo? Sim, mas é importante que esse assunto também seja abordado em outros ambientes de convivência dos jovens, principalmente na escola. Afinal é no ambiente de estudos que aparecem as principais mudanças nas relações afetivas entre as crianças e os jovens: no primeiro ciclo de aprendizagem, o namoro inocente; já no Ensino Médio, namoros que fomentam vontades e descobertas sexuais se tornam mais comuns.

"Hoje o sexo é abordado livremente na televisão e nas revistas. É preciso tratar do assunto também na escola", diz Ademar Francisco da Silva, coordenador da Escola Estadual Ary Corrêa, de Ourinhos, interior de São Paulo. "A escola tem de informar os alunos e tirar suas dúvidas, porque estudante precisa conhecer cientificamente o que acontece com seu corpo", completa. Ainda que o assunto seja tabu para muitas famílias, é preciso assumir o tema precisa ser abordado com os jovens já que o sexo está presente na vida.

Qual deve ser o foco da discussão sobre sexo? A pesquisa "Retrato do Comportamento Sexual do Brasileiro", realizada pelo Ministério da Saúde em 2009 com 8 mil pessoas, mostra que 35,4% dos brasileiros fizeram sexo antes dos 15 anos de idade. É fato: crianças e adolescentes estão descobrindo a sexualidade e os limites do próprio corpo cada vez mais cedo. Por isso o foco deve ser a orientação sexual, mesmo. É preciso passar a informação sem reforçar mitos e preconceitos e possibilitando o diálogo da forma mais aberta possível. E isso deve acontecer tanto na escola quanto em casa.

"Existe uma crença equivocada de que fornecer Educação Sexual é o mesmo que incentivar a inicialização da vida sexual na escola", diz Isabel Botão, técnica do Departamento de DST/ AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Ela acredita que é indispensável a criação de um canal confiável de debate sobre o tema nas escolas, local onde as crianças e os adolescentes passam a maior parte do tempo. "Sexo faz parte do quotidiano do jovem, não adianta negar", diz.

Em conclusão, na minha opinião tudo acima indicado formam aspectos importantes da nossa sociedade, pois dependentemente da mesma, é que se poderá agir consoante os diferentes quotidianos e vivências de cada um, então uma boa educação sexual não se faz só nas escolas, depende essencialmente duma educação exemplar vinda de “casa” (família). Assim sendo todos nós poderemos reagir de formas diferentes, mas com um único mesmo objetivo, ajudar a criança a compreender tudo e ensinar tudo, acerca de sexo e do seu próprio corpo.

Claudia Joaquim


publicado por Curiosos às 11:09
Quarta-feira, 21 / 11 / 12

Educação para todos

O relatório “ 2012- Educação para todos ”, contempla uma medida que está a causar polémica. Obrigar os alunos com baixo rendimento a ingressarem em cursos tecnológicos/ profissionais, pode promover a escolarização e o aumento do número de pessoas formadas, mas será realmente benéfico “empurrar” os alunos com mais dificuldades para turmas em que todos aparentam não ter motivação? Segundo a UNESCO, esta medida irá aumentar e realçar as desigualdades sociais.

Um aluno desmotivado colocado numa turma previamente rotulada, provavelmente não será a solução mais adequada. Economicamente talvez seja, mas aos olhos de muitos educadores, é apenas uma saída fácil daquele que é um problema crescente na nossa sociedade.

    Talvez seja necessário começar a confiar e apostar nos educadores, que têm um papel muito difícil e pouco reconhecido na sociedade atual. O desenvolvimento económico do nosso país é importante, mas o desenvolvimento pessoal também o é. Todos temos o direito de ser tratados como pessoas individuais, e não sermos “marcados” como mais ou menos inteligentes, e a servirmos a sociedade atingindo a realização pessoal.



Ana Daniela Gonçalves

publicado por Curiosos às 10:30
Quarta-feira, 21 / 11 / 12

A partir de que idade devemos começar a ensinar nossas crianças?

A educação escolar deve começar muito antes dos 6 anos de idade


A Educação Infantil é uma fase essencial da aprendizagem. Já nessa fase a criança deve entrar em contato com o conhecimento. As creches ou escolas de Educação Infantil não devem ser simplesmente “depósitos de crianças”.

A escola é o lugar onde acontece a transmissão de conhecimento e as escolas de Educação Infantil não devem fugir desse papel.

Jean Piaget nos fala que desde o nascimento até o 18º mês de vida, a criança busca adquirir controlo motor e aprender sobre os objetos físicos que a rodeiam.

Quando lemos histórias para crianças de 1 ano, por exemplo, já a estamos alfabetizando. No estágio pré-operatório, que dura do 18º mês aos 8 anos de vida, a criança busca adquirir a habilidade verbal.

Filhos de pais analfabetos têm mais dificuldade de se alfabetizar do que crianças que vivem em ambientes que estimulam a leitura e a escrita.

Devemos estimular ao máximo as crianças, com atividades lúdicas que proporcionem a construção de diversas áreas do conhecimento. Quanto mais estimulada for a  criança, mais estimulação cerebral ela formará. E quanto mais nova for a criança mais facilidade ela terá em ser estimulada.

Devemos, porém, ter muito cuidado para não sobrecarregar as crianças com atividades, gerando, ao invés da aprendizagem, um grande stresse, rompendo dessa forma, o elo com a aprendizagem.


publicado por Curiosos às 10:29
Quarta-feira, 21 / 11 / 12

Portugal com 3.º pior desempenho da UE no abandono escolar precoce

O abandono escolar precoce em Portugal atingiu os 23,2% em 2011, o terceiro pior registo entre os Estados-membros da União Europeia (UE), apesar de ter recuado nos últimos anos, avançou esta terça-feira a Comissão Europeia.

O abandono escolar precoce “situa-se em níveis inaceitavelmente elevados em vários Estados-membros” da UE, com destaque para Malta (33,5%), Espanha (26,5%) e Portugal (23,2%), sendo a média da União a 27 de 13,5%.

No caso português, a Comissão Europeia afirma que, apesar de o abandono escolar precoce atingir um nível elevado, “o desempenho melhorou significativamente durante o período 2006-2011”, precisando que, em 2006, o abandono escolar precoce ascendia a 39,1%.

Bruxelas destaca também os “progressos significativos” feitos por Portugal ao nível do ensino superior, referindo que, apesar de o número de licenciados estar abaixo da média da UE (26,1% contra os 34,6%), praticamente duplicou desde 2006, altura em que se situava nos 18,4%. Já no que respeita à aprendizagem ao longo da vida, Portugal apresenta um desempenho superior à média da UE: 11,6% contra 8,9%.

A Comissão Europeia realça também a evolução registada ao nível da evolução das competências em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), que afirma serem “consistentemente acima da média da UE”.

 

publicado por Curiosos às 09:25
Quarta-feira, 21 / 11 / 12

Estudantes entendem que redução do corte no superior não é suficiente

“A estabilidade e qualidade do ensino superior nacional encontram-se efectivamente comprometidas quando, por razões orçamentais, são dispensados professores convidados, bibliotecas e salas de estudo fecham mais cedo, obras de manutenção não são realizadas, material de laboratório não pode ser adquirido, investimentos necessários são abandonados ou adiados”

 

  Nesse documento, as associações académicas aproveitam também para sublinhar a manutenção de problemas para os quais vêm alertando nos últimos anos. Muitos estudantes “continuam a atravessar um momento muito difícil”, dizem, sublinhando que em 2013 o apoio social “continuará a ser insuficiente para dar resposta às carências económicas de muitos estudantes do ensino superior”.

 

Este fenómeno tem levado a um aumento do abandono escolar, algo com que a tutela e as universidades não têm demonstrado preocupação, apontam. A monitorização “é inadequada e insuficiente”, não existindo em muitas instituições mecanismos de resposta adequados.

 

Os estudantes lembram ainda que o limiar de ilegibilidade para as bolsas de estudo é “consideravelmente baixo”, uma limitação que faz com que apenas os muito pobres possam ter acesso a um apoio do Estado para estudar no ensino superior.




publicado por Curiosos às 09:12

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