Universidade Algarve sem dinheiro para funcionar e pagar salários em 2013

 

O reitor da Universidade do Algarve (UAlg) admitiu hoje que em 2013 não haverá dinheiro para o normal funcionamento da instituição e para pagar salários, caso sejam executados os cortes orçamentais previstos pelo Governo nas universidades.

Em causa está a proposta de um corte médio na transferência de verbas do Orçamento de Estado (OE) para as universidades na ordem dos 10 por cento e que, no caso da UAlg, supera os 12 por cento, disse hoje João Guerreiro aos jornalistas.

O reitor da UALg falava à margem da sessão de lançamento do projeto "Algarve 2020 - Uma Proposta Jovem", que hoje à tarde decorreu na Faculdade de Economia da UAlg.

Segundo o reitor da instituição, trata-se de cortes "insustentáveis", que não permitirão o normal funcionamento das universidades nem o pagamento de salários, obrigando as instituições a cair numa situação de incumprimento quase generalizado.

"As universidades não são caixas de elástico ou caixas de borracha que podem ser comprimidas a bel prazer", contesta João Guerreiro, afirmando que quer acreditar que a Assembleia da República (AR) vai alterar a proposta.

De acordo com o reitor da UAlg, tem de haver uma avaliação muito rigorosa das necessidades das universidades, "de forma a admitir que há limites", uma vez que "o limite na proposta de orçamento foi francamente superado".

"Não é possível às universidades funcionarem com esses cortes", sublinha, lembrando que já foi feito entre 2011 e 2012 um corte de 8,5 por cento, ao qual se somam cortes mais moderados nos anos anteriores.

João Guerreiro refere ainda que está a ser fornecida informação à comissão especializada e aos deputados, no sentido de tentar inverter o conteúdo da proposta de lei.

 

 

Prof. Doutor João Pinto Guerreiro

 

 

 

publicado por Curiosos às 09:03